Produção

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Relatório da Visita a Bruxelas / Bruges

A convite da deputada Jamila Madeira do Partido Socialista Europeu, três alunos da Escola Secundária Sá da Bandeira deslocaram-se a Bruxelas na companhia de uma professora. A viagem teve a duração de três dias (entre 17 e 19 de Fevereiro de 2009).

No primeiro dia, os alunos puderam conhecer a capital belga. No segundo dia, foram convidados a visitar o Parlamento Europeu e a assistir a uma sessão. No terceiro e último dia, tiveram a oportunidade de conhecer uma outra cidade, Bruges.

Ao lado, está uma foto da Grand Place à noite, a praça central de Bruxelas.

Aqui está um vídeo com algumas imagens desta visita.




quinta-feira, 14 de maio de 2009

Relatório da Visita de Estudo - Mafra

No dia 20 de Fevereiro de 2009, deslocámo-nos ao Palácio Nacional de Mafra para assistir à adaptação dramatúrgica de Memorial do Convento, de José Saramago. A peça é uma síntese da obra do autor português e retrata as personagens de uma forma muito característica, aliando humor e tragédia. A acção desenrola-se à volta das personagens Blimunda, Baltasar e Bartolomeu de Gusmão. É de salientar a importância dos elementos visuais e auditivos na caracterização das personagens e dos espaços.
De seguida, realizámos uma visita não guiada ao Palácio, em que tivemos a oportunidade de conhecer melhor o monumento que D. João V mandou construir em consequência da promessa que o rei fizera se a rainha lhe desse descendência. Visitámos uma grande parte das salas e dos quartos, assim como a cozinha e a capela. O que mais impressionou foi, provavelmente, a biblioteca, quer pelas suas dimensões quer pela quantidade de livros que oferece.
A visita revelou-se muito importante, visto que permitiu contextualizar a época retratada na obra e compreender melhor algumas situações do livro.


Relato de Guerra

Horácio Leitão Rocha

"O ‘cobói' morreu-me nos braços"


“Fui para Angola como grumete e tive a sorte de não matar nem de combater muito, mas assisti à morte do meu chefe devido à explosão de uma mina anti-pessoal colocada numa picada.
(…)
Os primeiros meses até foram calmos, mas depois tudo piorou. Em Agosto de 1973, o meu pelotão foi para o destacamento da Marinha de Zimbeze, em Chilombo. Aqui começou o nosso tormento. Fomos render um pelotão que, numa operação de abastecimento, foi atacado pelo inimigo. Morreram quatro militares e dois ficaram gravemente feridos. Este pelotão estava em Lumbala, a 40 km do nosso acampamento. O ataque foi muito bem preparado e os ‘turras’ não tiveram piedade dos nossos combatentes: mataram-nos e roubaram-lhe as roupas, vinte grades de cerveja e outros bens. Ao chegarmos, para render os camaradas, ainda vimos muitos destroços e ficámos a saber o que nos esperava.
(…)
No dia 15 de Novembro de 1973 aconteceu um episódio que me marcou para toda a vida e nunca mais me sairá da memória. Partimos de manhã cedo para uma operação de reconhecimento na densa e perigosa mata. Seguíamos por picadas em três viaturas. Eu seguia no carro da frente, com mais quatro homens.
A certa altura, o nosso carro pisou uma mina e foi pelos ares. Explodiu na roda da frente do lado esquerdo, mesmo por baixo do condutor, o marinheiro José Franco Belo, mais conhecido por ‘Cobói’ – era o meu chefe e um homem que me apoiou em tudo. Eu e o Barrote fomos projectados para longe, como se tivéssemos uma mola no corpo.
Como não sofri ferimentos graves, levantei-me do chão e tentei socorrer os meus camaradas. Abeirei-me do nosso carro e vi o ‘Cobói’ no meio da chapa: tinha as pernas presas nos pedais e o peito desfeito do lado esquerdo. Mesmo assim, ainda gritou comigo para ter cuidado porque podia haver mais minas anti-pessoais prontas a rebentar e a atingir-me. Não quis saber de nada.
A minha preocupação era levá-lo dali. Ao retirá-lo do carro vi que também tinha as pernas desfeitas. Chamei o nosso socorrista, um rapaz novo, mas ele não teve coragem para o ajudar. Amarrei-lhe os garrotes nas pernas para não perder mais sangue e cobri--lhe o peito com a minha camisola.
O ‘Cobói’ ficou nos meus braços até à chegada do carro-ambulância, liderado por um sargento-enfermeiro que lhe tentou prestar os primeiros socorros. No entanto, após uma dura viagem por trilhos de terra batida, acabou por morrer nos meus braços a poucos quilómetros de Chilombo.
A imagem do meu chefe morto nos meus braços nunca mais me vai sair da memória. Ele era um verdadeiro guerreiro. Morreu na terceira comissão – tinha estado em Moçambique e na Guiné – de forma muito cruel. As últimas palavras que me dirigiu jamais as esquecerei: ' Tem cuidado contigo meu pupilo ', disse-me, antes de tombar a cabeça para o lado direito... para sempre.
(…)
O momento mais emocionante que vivi na Ultramar foi, sem dúvida, no dia em que visitei a minha irmã que estava em a viver em Serpa Pinto. Foi uma coisa incrível, depois de longos meses sem ver ninguém da família ou conhecidos, ter encontrado a minha irmã. Felizmente que nem só em episódios tristes se baseou a minha missão por terras de Angola. Não me esqueço dos jogos de futebol e das tardes de caça aos jacarés. Ainda hoje guardo um em minha casa que me deu muito trabalho a apanhar. Quando chegou a altura de entregarmos os quartéis aos angolanos ficámos tristes porque estávamos a dar algo que era nosso e pelo qual tínhamos lutado, mas o lema que nos norteava era mais forte do que os nossos sentimentos: 'A Pátria honrai, que a Pátria vos contempla’.”

Relatório da visita de Estudo - Estúdio Carlos Relvas



No dia 13 de Março de 2009, a turma F do 12º ano de Ciências Socioeconómicas da Escola Secundária Sá da Bandeira – Santarém, deslocou-se à Golegã para visitar a Casa-Estúdio Carlos Relvas.
Construído entre 1871 e 1875, esta Casa-Estúdio apresenta características únicas a nível mundial. No meio de um jardim romântico, entre palmeiras, eucaliptos e flores, este edifício, destaca-se pelo preciosismo decorativo e simbólico.
A figura e a obra de Carlos Relvas são indissociáveis da história da Golegã, localidade onde nasceu, em 1894. Relvas era respeitado e estimado pelo seu carácter franco e bondoso.
Lavrador, cavaleiro e criador de cavalos, músico e inventor, Carlos Relvas dedicou-se à fotografia como amador, tendo-se tornado no primeiro do país.
As suas fotografias distinguiam-se pelo gosto artístico da pose ou do ponto de vista, pela escolha da luz e pela nitidez.
O inventor era membro da Sociedade Francesa de Fotografia e obteve medalhas nas exposições dessa sociedade.
A visita permitiu-nos conhecer melhor a vida e obra de uma importante figura da fotografia portuguesa.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Cantores de Jazz

Louis Armstrong
Louis Armstrong foi um dos melhores trompetistas de todos os tempos e um cantor de eleição.
Daniel Louis Armstrong nasceu a 4 de Agosto de 1901, em Nova Orleães, no Louisiana, nos Estados unidos da América. Aprendeu a tocar vários instrumentos de sopro, mas foi no trompete que se destacou. De origem humildes, teve de trabalhar desde cedo para ajudar a sustentar a família, porque o pai os tinha abandonado. Mais tarde, foi para um reformatório por motivos desconhecidos.
Deixou a sua marca no Jazz, através das duas improvisações de sons vocálicos sem sentido, conhecidas por scatting.
O cantor negro fez parte de várias bandas. Em 1922, juntou-se à Oliver’s Creole Jazz Band, em Chicago, que, na época, era o centro do jazz norte-americano. Em 1924, mudou-se para Nova Iorque, onde se juntou à Orquestra de Fletcher Henderson, considerada a melhor banda jazz da altura.
O cantor norte-americano gravou algumas músicas com algumas vozes de blues, tais como Bessie Smith, Clara Smith e Ma Rainey.
Em 1925, regressou a Chicago e criou a sua própria banda – os Louis Armstrong and His Hot Five (que mais tarde seriam alargados para Hot Seven).
A década de 30 foi o período em que famoso trompetista atingiu maior sucesso, tendo liderado várias bandas e gravado temas que se tornaram populares, tais como “I Can’t Give You Anything But Love” e “I’ve Got a Heart Full of Rhythm”.
Nos anos 40, Louis Armstrong viu a sua popularidade decrescer. Fundou o sexteto Louis Armstrong and His All Stars, com o qual tocou um pouco por todo o mundo.
Nas duas décadas que se seguiram, destacaram-se temas como “Mack The Knife” (1955), “Hello Dolly” (1964) e “What a Wonderful World” (1967), entre outros. Gravou, entretanto, três discos com Ella Fitzgerald.
O seu nome era, então, conhecido em todo o mundo, não só pelas suas qualidades de trompetista, mas também por ser um cantor e um artista de eleição.
Participou, ainda, em alguns filmes – “Cabin in The Sky” (1943), “Jam Session” (1944), “High Society” (1956) e “The Five Pennies” (1959), entre outros.
O cantor editou a sua autobiografia, intitulada “Satchmo, My Life in New Orleans”, em 1954.
Louis Armstrong morreu a 6 de Julho de 1971, em Nova Iorque.

Discografia Seleccionada
1947 – Satchmo at Symphony Hall (live)
1951 – Satchmo at Pasadena (live)
1954 – Louis Armstrong Plays W.C. Handy
1955 – Louis Armstrong at the Crescendo (live)
1956 – Ella and Louis (com Ella Fitzgerald)
1957 – Ella and Louis Again (com Ella Fitzgerald)
1957 – Porgy and Bess (com Ella Fitzgerald)
1961 – Together for the First Time (com Duke Ellington)
1964 – Hello, Dolly!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Cantores de Jazz

Ella Fitzgerald

Ella Fitzgerald foi a cantora de jazz mais popular nos Estados Unidos. Ao longo da sua vida, ganhou treze Grammy’s e vendeu 40 milhões de álbuns.
Ella Jane Fitzgerald nasceu a 25 de Abril de 1917, no estado de Virgínia, nos Estados Unidos. O pai de Ella reconheceu a paternidade, mas deixou-a quando esta tinha apenas três anos. Ela viveu, então, com a mãe e com o padrasto português.
Desde logo, Ella mostrou o seu interesse pela música e pela dança. A sua voz era flexível, de grande alcance, afinada e ágil.
Com a morte da sua mãe aos catorze anos, a cantora do século XX foi para um reformatório, de onde fugiu para viver nas ruas de Nova Iorque, onde cantava e dançava.
Ella ouviu muitas rejeições, porque os produtores a consideravam muito feia. Por insistência do baterista Chick Webb, a cantora acabou por assinar um contrato. Em 1938, surge o seu primeiro sucesso com Chick Webb, “A-Tisket a-Tasket”.
Pouco depois, já era considerada uma das grandes vozes de jazz, passando a ser conhecida como a “Rainha do Jazz” e a “First Lady of Song” (Primeira Dama da Canção). Ella introduziu uma técnica de improvisar, utilizando apenas sons e não palavras, denominada scat. Apesar das dificuldades que passou na infância, Ella cantava com uma alegria contagiante.
Ella gravou três álbuns ao lado de Louis Armstrong – Ella and Louis, Ella and Louis Again e Porgy and Bess –, que são considerados grandes clássicos do Jazz.
Na década de 50, sob a orientação do empresário Norman Granz, mudou o seu repertório para as baladas escritas por George Gershwin, Cole Porter e Irvin Berlin. Ella continuou a participar em duetos com estrelas do Jazz, entre as quais, Duke Ellington, Oscar Peterson e Count Basie.
A saúde foi o único motivo capaz de afastá-la dos palcos e dos estúdios. Durante toda a sua carreira, manteve a mesma popularidade, até morrer a 15 de Junho de 1996, aos setenta e nove anos.

Discografia seleccionada:
1945 – Lullabies of Birdland
1954 – Songs in a Mellow Mood
1956 – Ella and Louis
1958 – Porgy and Bess
1960 – The Complete Ella in Berlin: Mack the Knife
1963 – These Are the Blues
1963 – Ella and Basie – On the Sunny Side of the Street
1963 – The Jerome Kern Song Book
1972 – Dream Dancing
1974 – Ella and Oscar
1995 – Christmas with Ella Fitzgerald
1999 – Something to Live For Songbooks
1956 – Ella Fitzgerald Sings the Cole Porter Songbook
1957 – Ella Fitzgerald Sings the Duke Ellington Songbook
1959 – Ella Fitzgerald Sings the George and Ira Gershwin Songbook
1964 – Ella Fitzgerald Sings the Johnny Mercer Songbook

Estilista Maria Gambina


Maria Gambina é um dos nomes mais importantes da Moda Portuguesa. Muito influenciada pelas abordagens estéticas baseadas nos movimentos musicais, a estilista dá uma imagem jovem e descontraída à sua marca com elementos como: agitação, dança, humor, alegria, rua, cidade, noite e cor. Assim, a estilista afirma, em cada nova colecção, uma forma muito pessoal de interpretar as tendências mais actuais do “streetwear”.
A famosa estilista portuguesa é, também, uma amante da
música, com especial predilecção para o jazz, o soul, a bossa nova e a música brasileira, em geral.



Biografia:

1969- Nasce Maria Cristina Lopes (conhecida por Maria Gambina) em Oliveira de Azeméis.

1989- Ingressa na Escola Superior de Belas Artes do Porto, frequentando o primeiro ano do curso de Pintura.

1992- Após ter terminado o curso de Design de Moda do CITEX, apresenta a sua primeira colecção, recebendo o 3º prémio promovido pelos Fios Fisip. Participa em vários concursos, onde se destacam os primeiros prémios obtidos em “Coup de Lune”, promovido pela “Air France”, “Bienal de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo”, Lisboa, e por duas vezes o primeiro prémio no concurso “Sangue Novo”, edições de 92 e de 93, promovidos pela “Associação Moda Lisboa”.

1995- Abre a sua própria loja na Foz do Douro – Porto.
Assina com José António Tenente, a proposta de design vencedora do “Concurso para a concepção das fardas para os funcionários e colaboradores da Expo 98”.

1997/98- As suas participações internacionais contam com “Fashion Future Award” e “New Fashion Generation” em Düsseldorf, “Fashion and Technology”, em Florença. Apresenta a colecção Outono/Inverno 97/98 em Estocolmo a convite do ICEP; é a primeira criadora portuguesa a apresentar a sua colecção de Inverno 98/99 no “Workshop” em Paris. Foi a única criadora portuguesa a apresentar a sua colecção Primavera / Verão 98 no festival “Menphis in May” – USA, a convite da organização.

1999- A convite do Hertensia de Hotten, repete a sua participação em 99 com a sua colecção de Inverno 99/00 onde vende para o Japão. Em Maio, abre a sua segunda loja em Lisboa. Vence, com a sua colecção Primavera/Verão 2000, o prémio de Melhor Colecção Feminina, promovido pela Moda Lisboa e o Prémio Imprensa Estrangeira. Em Novembro de 99, desloca-se a São Paulo, Brasil, com a sua colecção Verão 2000 a convite do Portugal Fashion Internacional.

2000- Marca presença no “Workshop” de Hertensia de Hotten de 1 a 5 de Maio, com a sua colecção Outono/Inverno 00/01.Participa no Calendário Oficial da Semana da Moda de Paris, integrado no desfile “Portugal Fashion Internacional – Les Créateurs Portugais” – (4 de Março).


Foi distinguida com os seguintes prémios:

  • Criadora do Ano 97 – Look Elite
  • Globo de Ouro 98 – na categoria da personalidade do Ano – Moda, promovido pela revista Caras.

A estilista continua a brilhar com as suas peças a nível nacional e internacional.